DESLIGUE O COMPUTADOR E VÁ LER UM LIVRO

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Fragmento

(...)
- Não Fuma? perguntou ao marido.
- Permite?
- Já lhe disse que não me incomoda! retorquiu a moça com um assomo de impaciência.
- Desculpe-me; não tendo recebido um consentimento formal, receei contrariá-la.
- Há receios que mais parecem desejos! observou a moça com ironia.
- O tempo a convencerá de minha sinceridade.
- O tempo!... Ah! se realizasse tudo quanto dele se espera! exclamou Aurélia com acerba irrisão.
Subtraindo-se a esse ímpeto de sarcasmo, que subrelevou-lhe a alma dorida, a moça refugiou-se numa banalidade.
- O melhor é não confiar nele e viver do presente. O verdadeiro livro é o jornal com a crônica da véspera e os anúncios do dia.
(...)

Senhora, José de Alencar

2 comentários:

tita coelho disse...

Ta aí! Gostei!
beijos

ZEPOVO disse...

momento literário, interessante...